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Na Hye-sok

Feminista, poeta, pintora, escritora coreana que viveu durante a dinastia Joseon. Para saber um pouco mais sobre ela:
Na Hye-sok (1896-1948)
Mulheres Históricas Março - Na Hye-sok
Autorretrato
Lago Seoho em Suwon
Peônias em Hwaryeongjeon
Ponte Seonjukgyo
Olá, olá!

Começamos as atividades do segundo semestre com a reunião geral, a leitura coletiva (lemos "No enxame" e estamos lendo agora "Psicopolítica") e o grupo de estudos.
Decidimos trazer Na Hye-sok como artista do mês e resgatamos o texto produzido para a Curadoria por Larissa Mikaley de Farias e Eduarda Christine Souza Pucci e um post no instagram feito por Suzana Veiga. Material muito bom para conhecer mais sobre Na Hye-sok.
Nesta edição trazemos também um texto de Arthur Martins Santana, um dos nossos integrantes, e algumas indicações de posts que soltamos recentemente.

Esperamos que aproveite.

Fique bem e se hidrate!
Park Chan-wook: o homem que (ainda) coloca o cinema coreano no mapa
por Arthur Martins Santana
O diretor sul-coreano Park Chan-wook estreou na indústria cinematográfica, em 1992, com o filme Daleun…haega kkuneun kkum (The Moon Is…the Sun’s Dream). Suas primeiras obras não atingiram um grande alcance, sendo frequentemente deixadas de lado quando comparadas com o filme Oldboy (2003), o grande sucesso de Chan-wook, que caiu nas graças do público internacional e abriu portas para que o cinema sul-coreano conquistasse a atenção e o espaço que viriam a alcançar posteriormente (Nayak, 2026)
O longa-metragem introduziu a grande parte do público os pilares que constituem a filmografia de Park Chan-wook: thrillers, violência e humor ácido. Posteriormente, a famosa trilogia da vingança, composta por Sympathy for Mr. Vengeance, Oldboy e Lady Vengeance, se estabeleceu como uma das grandes referências do cinema, galgando ao diretor prestígio e reconhecimento.

O diretor de cinema Park Chan-wook é sinônimo do ‘cinema sul-coreano moderno’. Apesar de seus sucessos de bilheteria, de sua legião de fãs cult e do reconhecimento da crítica, Park é assombrado pelas mesmas questões que atormentam os personagens de seus filmes: a ilusão da liberdade, o custo oculto dessa liberdade e a inquietante pergunta sobre se vale a pena persegui-la (Kim, 2026, tradução nossa)

Nos anos posteriores, o diretor envolveu-se em mais produções, agora voltadas para o público internacional, dirigindo obras como Stoker (2013). No entanto, Chan-wook não se distanciou de sua assinatura tão apreciada, alcançando a aclamação do público novamente, dessa vez com a obra The Handmaiden (2016).
Fonte: https://time.com/7333848/park-chan-wook-no-other-choice/
Via Neon

O cineasta representou o início de uma nova etapa para a indústria cinematográfica sul-coreana. Com a introdução de um jeito alternativo de fazer cinema, com novas tramas profundas, através da sua filmografia, ele deu espaço para que outras produções tivessem a oportunidade de adentrar nas residências de um ocidente marcado por um padrão de consumo estabilizado — uma tarefa, por si só, árdua.

O sucesso foi tão notável que fez o jornal estadunidense The New York Times cunhar, em 2017, Chan-wook como “the Man Who Put Korean Cinema on the Map”, que, em tradução livre, pode ser entendido como “o homem que colocou o cinema coreano no mapa”, exemplificando o papel que o diretor exerceu na promoção das obras sul-coreanas para o mundo ocidental.

Em 2025, o diretor retornou às grandes telas com No Other Choice, uma adaptação do romance The Ax de Donald E. Westlake. O filme rapidamente foi aclamado pela crítica e pelo público por sua direção inventiva e característica, provando mais uma vez a capacidade de Park Chan-wook de contar histórias multifacetadas, repletas de nuances e que transitam entre diferentes gêneros cinematográficos.

Assim, mais de três décadas após sua estreia como diretor, Park Chan-wook demonstra que o seu estilo de fazer cinema não ficou ultrapassado. Pelo contrário, ainda permanece bastante atual e justifica os status do diretor como uma das principais referências do cinema sul-coreano e figura central na projeção internacional dessa indústria.

REFERÊNCIAS


CHEE, Alexander. Park Chan-wook, the Man Who Put Korean Cinema on the Map. The New York Times, 2017. Disponível em: https://www.nytimes.com/2017/10/16/t-magazine/park-chan-wook.html. Acesso em: 26 jul. 2026.

BURT, Kayti. Park Chan-wook on the Long Journey to No Other Choice. Time, 2025. Disponível em: https://time.com/7333848/park-chan-wook-no-other-choice/. Acesso em: 26 jul. 2026.

KIM, Soy. Park Chan-wook: The Master of Dark Irony. Hypebeast, 2026. Disponível em: https://hypebeast.com/2026/1/park-chan-wook-no-other-choice-digital-cover-story. Acesso em: 26 jul. 2026.

NAYAK, Arpit. Park Chan-Wook. Britannica, 2026. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/Park-Chan-Wook. Acesso em: 26 jul. 2026.

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Recomendações da Curadoria

  • Está rolando no Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) a exposição "Sopro do Mar: Jeju Haenyeo, mulheres e coletividade". Trata-se de uma parceria com o Jeju Haenyeo Museum e vai estar em exibição até o dia 30 de agosto. Quem estiver passando por São Paulo, vale a pena demais. Clique aqui para saber mais informações sobre a exposição.
  • The Grand Duke of the North (북부 대공) está no topo da lista de Vitória de otome isekai preferidos atualmente. Este manhwa tem o clichê maravilhoso da heroína que acorda dentro de um romance e agora precisa se virar para ter uma boa vida. Divertido e com capítulos o suficiente para virar a noite lendo.

Obrigada por nos acompanhar!

Nos encontramos no próximo mês.
Fighting!
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