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siren eun young jung
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Artista sul-coreana que investiga performance, arquivo e dissidência de gênero, conheça:
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Março está chegando ao fim e cá estamos com mais uma edição da Mangwanbu. Neste mês trazemos algumas imagens de siren eun youn jung que investiga formas históricas de performance de gênero a partir do teatro musical coreano composto exclusivamente por mulheres (Yeonseong Gukgeuk). Popular nos anos 1950, essa expressão artística sofreu um progressivo apagamento histórico. O trabalho da artista resgata essas experiências e dialoga com uma perspectiva feminista e queer.
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Nos próximos parágrafos, você irá encontrar uma resenha do K-drama "Hong, a Infiltrada” escrita pela nossa integrante Yasmim Kettermann Coutinho.
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Ainda em março, entre 24 e 27, teremos a primeira parte do Ciclo de Formação Interna da Curadoria de Estudos Coreanos. Neste semestre teremos quatro palestras: Marcia Kling, Daniel Sobral e Eduardo Komatsu falarão sobre o cinema coreano e o KOFF, Suzana Veiga irá abordar a caça às bruxas na Coreia, João Felipe Gonçalves irá abordar a antropologia das Coreias, focando no capitalismo e no socialismo, e Krystal Urbano irá explicar um pouco sobre o conceito de K(q)ueerness na indústria do K-pop. Como nas edições anteriores do Ciclo, a participação é aberta para todos os interessados, mas não haverá emissão de certificado para ouvintes, e se você quiser participar, preencha o formulário: https://forms.gle/a4YGr8k83PagX4368.
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O dormitório 301 e o protagonismo feminino em “Hong, a Infiltrada”
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por Yasmim Kettermann Coutinho
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Imagem: https://mydramalist.com/photos/zBqRmz_3
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Em “Hong, a Infiltrada”, Park Shin-hye nos leva aos anos 1990 e embarca na missão de interpretar uma personagem feminina marcante. Hong Geum-Bo é uma supervisora financeira de 35 anos que, ao ser demitida do Serviço de Supervisão Financeira (SFS), se infiltra como uma jovem de 20 anos recém-formada no ensino médio em uma das principais corretoras de valores mobiliários da Coreia do Sul, a Hanmin Securities, para investigar e expor os fundos ilegais da empresa. Com a ajuda de Yun, seu mentor em seu antigo trabalho, Hong Geum-Bo assume a identidade de Hong Jang-Mi e passa a frequentar o Dormitório para Meninas Solteiras. No dormitório 301, Hong conhece Go Bok-Hee, Kang Nora e Kim Mi-Sook: a primeira, é a abelha-rainha, trabalha na Hanmin como assistente; Kang Nora é nova na Hanmin, assim como Jang-Mi, no entanto, ela é herdeira e ser assistente na Hanmin é apenas um teste; e Mi-Sook, ao contrário das colegas de quarto, foi designada para trabalhar em uma das filiais da Hanmin e não na sede.
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Os roteiristas de “Hong, a Infiltrada” nos levam ao mundo do crime de colarinho branco e equilibram sabiamente os momentos sérios, o drama e a comédia. O k-drama é bem-sucedido em mostrar como funciona o mundo corporativo e como ele é desgastante, sujo e traiçoeiro; basicamente, um jogo que muitos jogam, mas poucos vencem. Uma das partes memoráveis do drama são os momentos em que é retratada a crise do Fundo Monetário Internacional (FMI): o roteiro fez um ótimo trabalho mostrando como funciona a crise e, principalmente, como afeta os mais inocentes, enquanto os responsáveis se escondem no topo de seus edifícios com bilhões de wons em seu caixa dois. É importante enfatizar que os personagens são extremamente carismáticos, todos são muito individuais e possuem seus próprios segredos a serem revelados. As quatro colegas de quarto, os colegas da Hanmin e os vilões, todos são bem escritos e fazem o espectador sentir a emoção que o roteiro propõe. Junto disso, a ambientação nos anos 1990 é igualmente muito bem feita, desde o uso das cores, as escolhas de cenários, as roupas, os cortes de cabelo e as músicas; todos esses fatores foram usados meticulosamente para fazer o espectador sentir como se estivesse nas ruas de Seul da década de 1990. O drama é cativante do começo ao fim, visto que consegue prender o telespectador pelo seu humor e pelo seu mistério, mas ao mesmo tempo consegue emocionar em muitas cenas. Ademais, tudo acontece no tempo certo: o roteiro não é lento, nem rápido a ponto de passar a sensação de que faltam episódios ou de que tem episódios demais, e ainda possui um final satisfatório, pois todas as perguntas são respondidas, não há ponto sem nó. Embora o K-drama tenha muitos pontos altos que podem ser mencionados (como os Piratas de Yeouido, deixo aqui a menção honrosa), a melhor parte de “Hong, a Infiltrada” é o protagonismo feminino das meninas do dormitório 301. Em meio a uma Coreia do Sul no seu auge econômico, mas em um momento em que as mulheres ainda se deparam com muitas pedras no caminho, essas meninas encontram uma na outra um porto seguro. Juntas, elas formam uma rede de apoio: é ali naquele dormitório que elas têm espaço para expor seus sentimentos, compartilhar suas experiências e evoluir juntas. O drama demonstra maravilhosamente a evolução de cada personagem do quarteto e cada uma possui papel determinante no enredo. Além disso, todas possuem tempo de tela, o que mostra o compromisso dos envolvidos na produção do drama em mostrar a história dessas mulheres, principalmente da roteirista Moon Hyun Kyeong, que deve ser reverenciada. Cada passo que Geum-bo dá em direção ao seu objetivo só é possível graças aos laços que ela desenvolveu com Bok-hee, Nora e Mi-sook: é essa linha invisível que entrelaça as moradoras do dormitório 301 que é a força motriz de Geum-bo e de “Hong, a Infiltrada”.
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Obrigada por nos acompanhar!
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Nos encontramos no próximo mês.
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